quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

2013

Janeiro. Férias. Sono. Amor. Aniversários. Fevereiro. Sol. Praia. Amor. Camarão. Amor. Março. Repaginada. Repouso. Novidades. Abril. Retorno. Rotina. Alegria. Maio. Faculdade. Surpresa. Parque. Beijo. Felicidade. Junho. Término. Choro. 21anos. Redescoberta. Felicidade. Julho. Férias. Balada. Loucura. Sono. Curtição. Felicidade. Agosto. Salsa. Ceviche. Cinema. Pipoca. Felicidade. Setembro. Estágio. Aniversários. Salsa. Filme. Pipoca. Mojitos. Concurso. Felicidade. Outubro. Surpresas. Pausa. Continuação. Aprovação. Patins. Halloween. Felicidade. Novembro. Sushi. Projetos. Premiação. Doente. Mambo. Presente. Árvore. Pausa. Felicidade. Dezembro. Häagen-Dazs. Felicidade. Açaí. Presente.  Velas. Pinheiro. Natal. Família. Almoço. Saudade. 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O outro do "um dia após o outro"

Todo começo é precedido por um fim, afinal, para que exista o novo, o velho teve que ser exterminado de alguma forma. Dizer dessa forma faz parecer que o processo é calmo, mas na grande maioria das vezes a ruptura de uma realidade para a chegada de uma nova é drástica e de consequências substanciais. O mais complexo é o entendimento dos fatos, que se dão de uma forma tão intensa que acabam por perturbar nossa capacidade de compreensão, que é substituída pela raiva e/ou indignação.
O importante é ter a calma e a serenidade para esperar a erupção passar e caminhar sobre as cinzas do vulcão: causará dor, obviamente, e deixará cicatrizes que dificilmente irão sumir. Mas quando tudo passar, você estará resistente e resiliente, aprimorando a capacidade de se refazer a cada queda.
Não cabe a ilusão de crer ter sido a última vez, a última lágrima ou o último sofrimento: no máximo podemos nos certificar que quem gerou tais desconfortos não torne a ser o responsável por acontecimentos semelhantes no futuro.
A culpa também não deve simplesmente ser exaltada, afinal ela não é a protagonista. Quem se destaca, por direito, são as consequências dos ocorridos, e não a determinação de quem os proporcionou.
Há tanto a ser dito, mas ao mesmo tempo tantas palavras seriam inúteis diante da inexistência de um padrão, de características de identificação, de perfis específicos que culminem em sofrimento: ele aparece em cantos inimagináveis, onde imaginávamos residir bons corações que jamais teriam a habilidade de magoar. Mas eles magoam.
Felizmente, a mágoa, como qualquer outra lesão, pode ser cicatrizada. Uma vez realizado esse processo, não haverá sensibilidade naquela região; mas as demais localidades ainda estão susceptíveis a novos ataques.
Vingança, para mim, não cabe aqui. É preciso entender que os fatos já ocorridos não são passiveis de mudança, então a melhor saída é a felicidade plena, o desejo de boas energias aos que te magoaram e a evolução interna, buscando tornar-se uma pessoa melhor a cada dia.
Os bons ventos sopraram em minha direção nessa noite, e depois de tantas turbulências, me sinto num voo calmo com destino ao melhor que posso ter. Nada é por acaso, mas nem por isso podemos nos isentar da influência que temos sobre os acontecimentos. Hoje, tenho apenas uma história feliz com um final triste, o qual justifica a manutenção dos fatos no passado, e em hipótese alguma transcrevê-los ao presente.
Hoje, eu respirei fundo e não senti o choro preso na garganta: ele não está mais lá. O que eu reparei que está lá é uma vontade imensa de progredir, em todos os âmbitos. Assim sendo, posso afirmar que sobrevivi e aprendi a viver na melhor companhia do mundo: a minha, nunca ignorando aqueles que me abraçaram forte e acolheram minhas lágrimas.

À vocês, o meu sucesso em seguir em frente. Hoje, eu estou bem.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Me, myself and I.

Teorias diversas sobre a solidão tentam solucioná-la sem nem se preocupar se realmente ela caracteriza um problema. Cada vez mais em minha companhia e com uma análise rápida do meu histórico, percebo que a solidão, pra mim, é quase uma amiga. Há choros e problemas que só ela conhece e se importa...Lamentações que os outros sequer se preocupam, pois nem tem conhecimento de tais. Sempre que mais preciso, vejo que não estou tão rodeada por amigos como eu pensei que seria; as vezes, me falta a companhia até daqueles mais presentes nos momentos difíceis.
Ficar sozinho quando não se quer é muito ruim no começo, mas altamente valioso no final. Aprendemos que nós nos bastamos, e que o que os outros nos somam, apenas acrescenta o nosso total. Não dependemos de ninguém, se não da nossa capacidade de sobreviver sendo nossos próprios companheiros. Afirmações históricas preconizam que 'ninguém consegue ser feliz sozinho', mas aí depende de outra definição: o que é felicidade? São tantas as possibilidades, que deve haver aqueles que conseguem sim contentar-se com ouvir apenas a si. Não sei se é o meu caso; sou muito feliz com pessoas. Mas a questão é que me viro bem - e cada vez melhor - com essa tão temida ausência. Pode ser que o costume venha com o tempo, e me deixe cada vez mais a vontade assim, por mim mesma. Também é possível que todo esse conforto associado a solidão venha da camuflagem que ela propõe. Não há mal pra atingir, não há palavras rudes, nem pessoas tentando transformar você em um monstro de mil cabeças -  que você sabe que não é. Não precisamos medir palavras, com medo de ferir, e acabar sendo ofendido em troca de tanto zelo. Não há preocupações com os preconceitos, injustiças, julgamentos... Deve haver o lado ruim, a versão sombria e doentia da solidão, como pra tudo que se define. Mas quando ela é uma opção, trata-se de uma escolha muitas vezes sã - desde que não seja a única.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

mudar. por que?

Depois de tantos discursos sobre a necessidade de mudanças, só me resta uma indagação: porque?
Porque mudar algo que nos deixa feliz? Há quem garanta que é pra que possamos crescer, aprender... Hoje só acho tudo injusto e extremamente doloroso.
O maior problema é o passado, que insiste em dar as caras só pra mostrar o quanto tudo, antes de mudar, era incrivelmente bom.
Minha situação, em particular, dói um pouquinho todo dia, as vezes mais, as vezes menos.
Meu passado tinha mais felicidade. Era bobagem, tweets antigos recheados de tanto amor, que até doía os olhos alheios - mas enchia os meus de felicidade e segurança.
Eu fazia falta até causar apneia - hoje, não devo causar nenhum desconforto significativo.
Antes, eram segundos contados até que eu chegasse - hoje, talvez as horas possam passar despercebidas.
Será que é natural, como muitos dizem, é coisa que ''acontece com o tempo''? Se fosse assim, porque eu estaria sentindo tanto? Também não sei dizer.
Pode ser egoísmo puro da minha parte, não descarto essa possibilidade. Eu posso exigir que eu tenha pra sempre o mesmo valor? Definitivamente, não.
Hoje eu, que sou metida a dar conselhos, preciso de uma fórmula mágica. Não uma que obrigue alguém a me amar pra sempre, mas sim uma que me devolva o brilho que eu tinha tempos atrás. Algo que me faça de novo aquele motivo tão importante, algo a ser cuidado e preservado.
Não reclamo de como as coisas vão hoje, continuo gostando da minha realidade. Mas cada dia, quando acordo, sinto um pedacinho morrendo depois de tanto lutar pra voltar a ser feliz como já foi tempos atrás.
Sempre me pergunto, o que mudou? Se eu soubesse, talvez poderia restaurar as coisas como eram e viver me afogando em felicidade de novo.
Mas, e depois? Será que essa hora, de indagações e sofrimentos pequenininhos, ia chegar de novo? Eu teria, de qualquer forma, que lidar com esse momento? Estaria simplesmente adiando um futuro inevitável?
Mais uma vez, também não sei. Como já deu pra ver, não sei de muita coisa. Sei só que gostaria de voltar a significar mais, porque essa diminuição na qual eu me encontro tem diminuído minhas motivações; e sem elas, sobra o quê?
Tava precisando desabafar, tem algo entalado, errado, desconfortável... mas que não consigo consertar, nem refazer, nem restaurar. É uma confusão sem fim, cada dia acordando com a certeza de significar menos, e menos, e menos... me preparando pro dia que não significar mais nada. Dá pra imaginar o quanto é chato viver a espera desse dia, sem saber se estou ou estarei preparada pra sua chegada? Pois é.
Fácil não tá, mas enquanto tá tolerável... Deixa o amanhã trazer as novidades - sejam elas boas, ou nem tanto.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Let's do it!


O que mais, se não observar. Pacientes ou inquietos, opinantes ou omissos, favoráveis ou opositores, mas sempre observadores. Dizem por aí que há algum aprendizado em olhar – atentamente ou não – os acontecimentos adjacentes. Concordo, em parte, portanto também discordo. Minha opinião favorável vai ao encontro de que não se pode evitar a observação.
Longe de mim ser uma doce senhora que ocupa suas preciosas horas investigando gratuitamente a vida alheia, mas vivemos direta ou indiretamente acompanhando o próximo como se ele fosse protagonista de um romance – interessantíssimo – policial.
Acompanhamos também pessoas que não conhecemos, pelo menos oficialmente, pois a proximidade promovida pelos mais diversos meios de comunicação faz parecer que são amigos de longa data. Vivemos momentos, compartilhamos emoções, mas sem quase nunca transpassar a barreira invisível do desconhecimento real.
É mais ou menos o chamado “viver de tabela” onde, conscientes ou não, acabamos privando nossas possibilidades em prol da expectativa de acompanhar mais uma informação sobre acontecimentos que em nada se relacionam a nossa vida.
Obviamente, não me encontro em condição de tecer críticas aos followers assíduos, pois muitas vezes participo dessa categoria. O medo que me acerca tem origem na dificuldade em impor limites sobre quando essa prática deixa de ser saudável e passa a obstruir nossos próprios caminhos para deixar livre a passagem das mais diversas ilusões.
Por outro lado, parte do meu raciocínio tende à discordar de toda essa história de aprendizado pela observação passiva e crê fielmente que “olhar é fácil; difícil é fazer”.
Quando fiz autoescola, vi um vídeo de como montar um motor de carro e me senti super apta a trabalhar em qualquer fábrica de motores. Claro que não consigo nem montar quebra-cabeça de 500 peças, mas visualizar tudo aquilo de um modo tão sutil e didático trouxe pra mim uma falsa ilusão de capacidade – e é aí que enxergo um viés tremendo em algumas modalidades de incentivo.
A decepção pode ser intensa se somos incapazes de fazer algo que é, aparentemente, tão simplório. Se é que vale alguma coisa, minha dica é: e daí?
Isso mesmo! “E daí” pra tudo que parece fácil e é difícil, pra tudo que parece difícil e é difícil mesmo... Nem sempre o que você vê por aí é fruto de uma única tentativa! Existe uma ferramenta essencial para o êxito: a TENTATIVA! E junto dela, vem um ônus inevitável, chamado ERRO! Tentar e errar são verbos parceiros, andando sempre juntos aconteça o que acontecer! Só vão embora quando chega um outro camarada pra roubar a cena: o “CONSEGUIR”. Mas ele nem sempre vem tão rápido quando queremos, por isso o importante é estar sempre buscando convidá-lo, cada vez mais vigorosamente, pra que ele venha até você!
Vamos conseguir?

terça-feira, 10 de julho de 2012

Só uma espiadinha...

Não. Não estou fazendo apologia a nenhum reality show - mas também não sou do seleto grupo que se identifica imune aos efeitos hipnotizantes que esses programas proporcionam. A espiadinha hoje é bem mais perto e mais real: na sua própria vida!
Desde os primórdios espiar não é uma arte bem vista e, quase sempre, traz problemas pra quem se torna praticante. Espiar a conversa alheia geralmente nos leva a conhecer assuntos desagradáveis, que passariam melhor se alheios à nossa consciência. Mas então, porque e onde bisbilhotar?
Podemos começar espiando o que temos feito de bom, as pessoas que temos dado o devido valor e as atitudes que temos tido com as pessoas e as coisas que nos cercam. A auto-vigilância é uma das ferramentas mais eficazes nas tentativas de melhorias nos mais variados campos. Vira e mexe tomamos como exemplo a vida de outro, os pensamentos do fulano, a atitude do ciclano... e acabamos empurrando com a barriga aquela temida hora de realizar uma crítica a respeito da nossa própria conduta. Sujeito aos mais variados erros - e o pior, a repeti-los -, devemos ser bondosos, mas não ignorantes, ao avaliar o que temos sido. Vale desde ao papel que você deixou de jogar no chão, até a doação aos mais necessitados: toda mudança, pra melhor, é bem-vinda e muito válida. Porque continuar na mesma quando podemos melhorar? Nossos objetivos devem ser realistas, mas não cômodos. Nossos anseios devem desbravar mundos desconhecidos e impulsionar-nos a conhecê-los profundamente. Nossas metas devem contemplar nossa realidade mas, de certa forma, extrapolá-la para permitir que enxerguemos o mundo vasto que existe além dela. As limitações, na maior parte do tempo, são imposições endógenas, as quais criamos para ter uma desculpa pronta quando surgir a primeira dificuldade. Ser um alguém melhor é um desafio e tanto, afinal romper nossas próprias barreiras exige empenho, mas aceitar e conviver com o próximo é um exercício de dificuldade rara. Dar bom dia no elevador dificilmente vai matar alguém (não podemos ignorar as possibilidades), e dar bronca em quem prejudica a outro ou ao ambiente pode até te contemplar com algumas inimizades - mas, com certeza você terá disseminado um aprendizado precioso. Claro, devemos elencar o respeito como característica básica das nossas boas ações, afinal nada vale uma atitude positiva quando esta for acompanhada de cinco indiretamente negativas. Falar - e escrever!-, é muito fácil, eu sei. Mas disseminar minhas ideias é o meu primeiro passo pra tentar fazer um mundo melhor. E você? Qual sua contribuição de hoje?

domingo, 1 de abril de 2012

O que se vê?

A rejeição não é uma realidade restrita, mas sim coletiva até demais. Entretanto, quando nos deparamos com tal, acreditamos fielmente sermos os únicos nesta triste situação. Não diferente do esperado, um homem entristeceu-se ao longo da vida, sem saber o porque, mas com suposições tristes o suficiente para deixá-lo também magoado. Quando ainda jovem, ouvia com frequência as comparações maldosas das pessoas, afirmando serem muito melhores que ele. As vozes ásperas pronunciavam arrogância e soberba ao preferirem a si do que ter de olhar para o pobre jovem. Incomodado com aquela situação, o garoto descobriu o que acreditava ser a solução para os seus problemas: iria ser aquilo que as pessoas gostariam de ver. Sem pensar duas vezes, tomado pela esperança de ser aceito, revestiu todo seu corpo com espelhos, impedindo que as pessoas vissem algo diferente de seu próprio reflexo quando lançassem seus olhares críticos sobre o rapaz. Passou semanas trancafiado em sua residência, sentindo as dores e o ardor da goma escaldante utilizada para pregar os espelhos em si, mas assim o fez. Durante todo esse processo, um flashback passava continuamente por suas ideias, relembrando o quanto fora desprezado e também o quanto seria aclamado por, finalmente, conseguir agradar a todos. Em meio a tamanha utopia, terminou sua obra prima e saiu, orgulhoso e ansioso para presenciar o sucesso de sua ideia. Como o menino imaginou, ao dar o primeiro passo fora de suas dependências, já foi contemplado com sorrisos variados das pessoas se admirando ao se verem desenhadas ao longo do jovem. E assim aconteceu durante os primeiros dias, primeiras semanas e até mesmo meses; não havia um só cidadão que não deixasse escapar um sorriso entre os dentes cerrados ao se deparar com aquilo que havera se transformado o antes tristonho rapaz. Porém, em um dia como qualquer um daqueles felizes que ele havia desfrutado, o jovem percebeu que os sorrisos começaram a perder-se em feições preocupadas. As pessoas não mais olhavam com total alegria, mas sim com certa desconfiança, como quem procura entender algo que não lhe parece nos conformes. Então, a incerteza tornou-se um hábito dos observadores e trouxe ao menino uma angústia por não saber o que fizera tudo mudar. Todos os espelhos permaneciam no mesmo lugar, não havia frestas para que se pudesse vê-lo sob eles - afinal, foi a primeira hipótese levantada pelo menino para que as pessoas estivessem tão incomodadas. Ele passou então a observar melhor o comportamento que assolava os homens e mulheres daquele lugar. Acabou por perceber que a análise crítica estava sendo exatamente para o que viam: deixavam de envaidecer-se pela beleza refletida e começavam a enxergar o seu verdadeiro eu. Como foi notado, o que viam não estava agradando; era como se o espelho deixa-se transparecer as maldades realizadas, as palavras impiedosas pronunciadas e o perdão não concedido. Era como se todas essas premissas distorcessem toda e qualquer beleza que pudesse existir naqueles corpos, e revelassem-nos como verdadeiros monstros, capazes das mais inimagináveis atrocidades contra seus semelhantes. O rapaz ficou curioso para saber se o mesmo acontecera com eles, mas ao tentar se ver notou que havia um decisivo impecilho: o rapaz já não conseguia mais enxergá-lo. Foram tantos espelhos adicionados, que sua visão de si ficou prejudicada a ponto de não poder ser feita. Desesperado, tentou retirar todos aqueles adereços de si, mas todo esforço foi em vão pois parecia haver uma força sobrenatural que mantivesse-o ali, naquela impotente situação. Percebendo o entristecimento geral da população, resolveu comunicá-los de seus feitos e tentar ajudá-los a resgatar a alegria que encontravam em si. Subiu, com muita dificuldade, em um palanque na praça central e começou o seu discurso: " Ontem, vocês viam em mim algo tão inferior que causava-lhes felicidade por serem diferentes. Hoje, para alegrá-los, resolvi me transformar exatamente naquilo que mais lhes agradava: vocês mesmo. Mas, para minha surpresa, vocês se tornaram pessoas tristes, como eu era, por perceber o que realmente são. Na minha tentativa de agradá-los, acabei me apagando de mim, e hoje já não sei o que ou quem eu sou. Só tenho a dizer-lhes que nunca é tarde para mudar o que não lhe agrada; sempre é tempo de ser justo, ser bom e honesto. Ajudar o próximo ajuda a embelezar a alma, mas faça isso sempre dentro de suas possibilidades, pois se acabarem prejudicando a vocês próprios, nenhuma felicidade conseguirá prosperar. Agora, me orgulho de mim, mas infelizmente não posso enxergar isso em meus próprios olhos. Vocês, que ainda podem, revivam suas bondades e desfrutem das mais belas imagens que seus olhos possam ver: a beleza do bem e do amor.". Com essas palavras, como num passe de mágica, todos os espelhos começaram a desprender-se, um a um. As pessoas que ouviam atentamente as palavras do jovem, viram seu verdadeiro eu reluzir por entre os espelhos até que finalmente puderam conhecer o rapaz responsável por tudo aquilo. O medo no coração do rapaz rapidamente se evadiu, pois, ao observarem-no, as pessoas acenderam sorrisos e olhares de felicade. Ao conhecê-lo, as pessoas puderam conhecer também a importância da verdade e que não é possível sustentar uma vida mantida por aparências e carente de honestidade. Desse dia em diante, os sorrisos não estavam mais condicionados às imagens, mas sim a alegria nos corações e nas almas das pessoas que alí viviam.