domingo, 19 de abril de 2009

sonhos pra se ter, e não se realizar.




será que tudo aquilo que almejamos conquistar merece o honrado título de 'sonho' ?
ou seriam os sonhos aqueles apenas dignos de perecer no campo da utopia, alimentando nossa imaginação e cultivando as possibilidades mais remotas, cujas sensações causadas são as melhores possíveis ?
metas, objetivos e tudo do gênero acabam dissolvendo-se no final. e se não isso, passam a atuar num novo plano, na maioria das vezes comum e monótono, chamado realidade.
enquadrar os sonhos como estes acaba apagando noventa por cento da magia do processo. os sonhos são plenos e distantes, almejados comocoisas impossíveis e provedores de angústias saudáveis, frio na barriga, medo e desejo. se conseguimos concretizar um sonho... ele continuará sendo um, mas agora realizado ?
a verdade é que a grande alegria está em buscar, buscar, buscar... aprender coisas inesquecíveis e inexplicáveis na busca.
fazer deste caminho tão vasto e recheado que não acabe jamais. pra mim, isso é sonhar.
é manter as coisas presas no plano imaginário não por obrigação, mas por prefêrencia. afinal, é totalmente compreensível preferir-se instalar num plano onde tudo corre de acordo com nossas vontades, do que viver condicionada a parâmetros de realidade extrínseca.
o zelo e o cuidado com os quais tratamos e lidamos com nossos sonhos são fatores mais que suficientes para caracterizá-los como preciosos.
ao contrário do que muitos céticos pregam, não há garantias de que os sonhos são o escape do real.
o conforto que meus devaneios me proporcionam conduz minha mente a crer que eles sim são minha totalidade, e qe minha realidade dita absoluta é apenas o mínimo, porém existente, é o escape para minha incessável felicidade.
se as vezes encontramos interseções entre 'sonhos', daqueles que temos durante o sono, e 'realidade', ao invés de enxergar como coincidências, é cabível avaliar o contexto como uma informação que conseguiu permutar entre os dois planos.
é claro, você pode ser feliz sem estar, aparentemente, sonhando. mas há quem diga que são fatos interdependentes: só se é feliz sonhando, só sonha aquele que é feliz.
seja como for, não cabe mais perder tempo relutando contra crenças impostas para querer impor mais uma.
apenas, entendendo como quiser, nunca deixe de sonhar.

segunda-feira, 13 de abril de 2009








Enquadrados na nossa realidade, como uma moldura abstrata daquilo que não se deveria rotular. A nossa rotina se torna assim, imprópria, indevida, mas persistente e comum.
De dentro de nossos veículos capitalizados, observamos do lado visível do fumê uma realidade digna de lamentos, mas jamais de atitudes efetivas. Carências, pobreza, desigualdade.
Mas há igualdade sem parâmetros ? Ou parâmetros acentuam os 'melhores' e 'piores' do contexto ? É a falta de respostas pra indagações desse tipo que conduz nossa realidade a ir regressivamente até atingir o ponto máximo, que, nesse caso, é o mínimo.
Nossos olhos superiores caracterizam e segregam algumas almas. Elas são piores por não terem nascido com a nossa infeliz sorte de acreditar no poder do domínio. São mal aventuradas por não terem nossas angústias de gana e de incessável necessidade de ascenção. Eles são o podre das maçãs por simplesmente não usarem dos mesmos padrões e valores deturpados que nós. Nós construimos suas mentes assim, e depois com um singelo e inocente sorriso, dizemos que eles são rebeldes, violentos e não são sociáveis nem têm classe.
Pose, status, posição social, valores fantasiosos... e alma atormentada. Até que ponto vale a pena sustentar essa cena para alimentar a crítica de forma positiva, e corromper seus ideais internos ? Não há no mundo uma razão integralmente consistente pra fazer um ser humano desvalorizar outro de sua espécie buscando o prestígio de outros, que de tão alienados parecem acéfalos. Há chances de melhorar, ainda tem-se esperança que a consciencia um dia dominará o desejo eufórico de auto destruição da humanidade.
Mas enquanto essa consciência é sufocada por imposições criadas a partir de sabe-se lá o que, o medo de juntar-se e segregar não entre ricos e pobres, mas entre nobres de espírito e miseráveis do mesmo dominará a mente daqueles que, por se conhecerem, já sente-se parte da pior das partes.
O velho discurso da mudança a partir da atitude individual continua valendo, mas não de uma forma tão superficial. Não é necessário expressar sua comoção com os desabrigados ou famintos. Antes de partir pra esse estágio essencial de ajuda ao próximo, tente alimentar de visão crítica e revolucionária o faminto e carente destas mais próximo de você. E se for você mesmo, não se sinta envergonhado em trabalhar com seu eu interior para, enfim, exteriorar toda a energia que vai acumular e utilizá-la na evolução.
O dia está perto, mas o caminho cada vez mais oculto para os olhos destraídos dos demais. Ajude-se. Ajude-nos.

sexta-feira, 10 de abril de 2009



se a fúria aparecesse na hora de extrema boa ação, como tudo seria mais bonito.
sentimentos fortes parece só serem acionados em momentos irados, onde a mente vazia
por um momento transborda energia e planos maquiavélicos.
Maquiavél, que honra ter seu nome adjetivado ! é uma pena não ter desfrutado dos frutos de sua mente ferverosa em vida !
são pessoas que obteram grandes méritos assim que nos motivam a crescer, e atingir um ápice onde seremos, no mínimo, conhecidos.
há ainda aqueles que tem como ambição o reconhecimento. de suas teses, de suas idéias, de seus projetos.
o caminho de tais será, de longe, difícil.
mas a energia que abastece essas mentes utópicas se chama sonho.
e é em cada um desses, de cada uma das pessoas, que nasce a vontade devassadora de lutar.
o sabor da vitória cobre cada amargo digerido durante a luta.
chegar até o fim, olhar pra trás e dizer apenas... uau !
mas não se pode ir até o fim da montanha esperando ver o paraíso por entre as rochas do lado de lá.
pode ser que seu maior prêmio, seja apenas mais um pôr-do-sol no horizonte.
e se você, ao decorrer de todo o longo e impetuoso caminho, tiver se transformado num verdadeiro vitorioso, saberá
enxergar naquele, o melhor e mais belo prêmio que poderia querer ganhar : a chance de olhar de cima milhares de vidas, milhares
de sonhos e, principalmente, enxergar e construir seu caminho até o mais importante de todos eles: aquele traçado por VOCÊ.

domingo, 5 de abril de 2009


o que há de mais bonito tá sempre tão bem guardado, que só consegue encontrar quem realmente se dispõe a procurar de corpo e alma.
quase sempre o superficial é mais atrativo, mas somente quando você se interessa pelo interior é que entende o valor que esse tipo de coisa tem.
quando você vê o não aparente, quando você sente. ah, é tudo mágico ... algumas vezes até indescritível.
a gente se engana, claro. mas a sensação de estar no caminho certo é tão intensa e gratificante, que decepcionar-se no final é uma consequência medíocre diante
da felicidade que se colhe no caminho.
tiramos forças das espectativas, que são cada vez melhores no decorrer da busca.
imaginar que tudo será lindo, que todos os teus sonhos estão a um fio de se realizar... e acordar !
mas não simplesmente o ato de despertar do sono, mas sim de regressar ao mundo real com a mais nobre e mais bela sensação de poder.
de poder buscar a sua felicidade (:

segunda-feira, 16 de março de 2009

é sempre hora.



cercar-se de vontades estupendas, realizá-las e arrepender-se.
não há ciclo mais incompreensível e mais frequente em toda existência.
há fatos simples, inesperados e radicais, que ocorrem em momentos ímpares e nos alertam para um balanço geral dos feitos. e principalmente dos efeitos.
não se conhecer não é nem nunca foi um dom. é um afastamento altamente perigoso.
entender-se e apoiar-se é a principal arma contra o massacre alheio.
quando você passa a não concordar com seus próprios atos, é sinal que há algo a ser mudado.
traçar metas e seguir caminhos, levando na bagagem apenas uns vagos pensamentos e, quem sabe, um ou outro ideal a seguir.
mas é necessário muito mais que isso. é necessário empenho e, principalmente, certezas.
explicitar suas vontades frente ao espelho pode ajudar na busca do auto-conhecimento.
reconhecer erros pode mostrar sua maturidade. nada dói mais que perceber seu mal pelos olhos de outro.
pensar as vezes parece tão complexo, mas é acima de tudo o bem mais precioso que se pode conservar.
o desejo de mudança é tão intenso quando ocorre, que não há caminhos suficientemente convincentes pra nos fazer desviar de tal.
coisas boas vem de onde menos se espera. enquanto falamos, julgamos uma pessoa pelo que ouvimos de outros, fazemos o pior e esquecemos de notá-lo.
olhar pra sí pode fazer mais efeito que espiar pela janela os defeitos tão familiares daquele que em nada lhe acrescentará.

sábado, 14 de março de 2009

Adeus você.


eu tô levando tudo de mim, que é pra não ter razões pra chorar.

se tivéssemos consciência de que todos os acontecimentos de nossa existência se baseam na forma cíclica, nada seria tão doloroso. o fim seria premeditado, esperado. mas na verdade, ele é! é a nossa amarga esperança que impede nosso acesso à tal verdade.
mas hoje, o assunto não é a dor, nem as mágoas deixadas pela partida. é seu caráter construtido, ou melhor, REconstrutivo.
é a capacidade que ela nos permite adquirir de restituir nossas vidas a partir daquilo que foi perdido, partido. é o poder de enxergar a vida com novos olhos, agora não mais vinculados à sínteses momentâneas da felicidade de outros tempos.
é partir também, é fazer da partida não o fim, mas o ponto de partida para um novo e longo caminho tortuoso.
andar em cima do muro é sinal que um dia você há de cair. optar por descer do muro antes que se acidente é uma medida sã, mas que ainda lhe priva das possibilidades obtidas no final do percurso. no entanto, a probabilidade de não haver nada além de arbustos secos e semi-mortos no final do caminho não é proposta suficientemente atrante pra te fazer arriscar.
descer do muro, e caminhar em terreno seguro é a decisão mais sábia e que tem melhores frutos a serem colhidos.
hoje a palavra é libertação. pra muitos, é algo extremamente abstrato como pra mim deveria ser. mas descobri recentemente que me fiz por contrariedades. onde todos conseguem ver, eu fecho meus olhos pra não me igualar. onde ninguém enxerga, eu aguço meus sentidos e mais uma vez me diferencio.
nosso coração se libertou, o seu ocupado com novos momentos, novos sentimentos e novas palavras. o meu, ainda livre. mas grato por estar liberto mais uma vez.
o sentimento amargo e angustiante que aqui deveria estar, fugiu pra bem longe de mim, me deixando apenas com a sensação impagável de poder sobre mim mesma.
é um dom saber envaidecer por si, saber mudar de tom.
caminhos separados. eterna gratidão. é tudo um misto, mas estamos efetiva e completamente separados.
a morte qe deu vida. você se lembra do que não mais existe. você também se libertou.

quinta-feira, 5 de março de 2009


mascarar-se de elogios e ocultar-se por entre as tendências, acabando por evidenciar aqui o que mais busca fugir: sua fragilidade.

mentes vazias, corpos controlados. mentes controladas, corpos cheios de vontades compradas! é tudo um absurdo e nossa inserção no tal não nos permite fazer exceção. negar ser, negar seguir... e por trás, onde ninguém pode nos enxergar, vangloriar-se por fazer histórias medíocres, feitos nada magníficos. num tempo tão homogenizado, uma mistura de mesmas coisas. e as coisas somos nós, e as mesmas tentamos não ser. falho, quase sempre. mas tentativa é o que tapa o buraco causado pela falha. mas as vezes tapa como armadilha, aparentemente coberta e segura, mas realmente preparada para afundar-te. são mentes brilhantes, que olham pra um lado clamando revolução enquanto cochicham para o outro faltas de contexto. pra não dizer vazio, diz-se subjetivo! entenda quem for capaz de encontrar sentido em idéias vagas, e propague esse entedimento para dar a tais um caráter significativo. usamos o poder do próximo como combustível para nossa ascenção. e no final, jogamos fora. junto com ele, vão nosso caráter e muitas outras coisas reciclaveis. não há separação de materiais, tudo se torna lixo. tudo que era luxo.

na época da repressão o cálice, o cale-se. agora na nossa tal liberdade o que há?

não há a mesma sede que havia antes, porquê a água está em abundância. e tudo que há demais tira nossa vontade de buscar, acaba com nosso instinto de luta.

demagogias escondem deficiências, dogmas escondem soberanias... esconde-esconde é brincadeira de criança. mas as regras do mundo são tão infantis... prova disso é o fato de existirem.

algumas coisas são assim, insignificantes por si só; valorizadas pelos dignos de dó.